tarde, em 1996, fez ouvir a sua voz no VIII Concurso Internacional de Músicos Cegos (República Checa), no XVIII Festival Internacional da Póvoa do Varzim e teve uma participação considerável no Fórum Cultural de Músicos Cegos em Estocolmo, na altura capital europeia da cultura.
Desenvolveu os seus estudos de interpretação, de repertório e de performance em Master-Classes levadas a cabo por prestigiados professores de currículo internacional, nomeadamente por Paul von Schilawsky, Lorraine Nubar, Dalton Baldwin, Peter Harrison, Aida Monastério e Liliana Bizineche. No âmbito nacional, trabalhou com os professores João Paulo Santos, Oliveira Lopes e Rui Taveira e com reconhecidos pianistas como Helena Sá e Costa, Fernando Jorge de Azevedo, Jaime Mota e Radumira Schlegrová.
No âmbito concertista, tem interpretado árias e cenas de diversas personagens da Ópera Romântica, tais como Tosca (Tosca, Puccini), Mimi (La Bohème, Puccini), Julieta (I Capuletti e Montecchi, Bellini), Aida (Aida, Verdi), Rusalka (Rusalka, Dvorak), Margarida (Mefistofele, Boito). No âmbito da Ópera Barroca e Clássica, tem apresentado diversos papéis em árias e cenas, tais como a Condessa (As Bodas de Fígaro, Mozart), Zerlina e Dona Elvira (Don Giovanni, Mozart), Dido (Dido e Eneias, Purcell) e Cleópatra (Júlio César, Händel). Incluem-se, ainda, no seu repertório, ária, canções e motetos de Mozart, Giordani, Caccini, Stradella, Pergolesi, Caldara, o Vocaliso de Rachmaninov, as Canções Populares Gregas de Ravel, Lied de Richard Strauss, etc…
No âmbito da Oratória, cantou já o Stabat Mater de Pergolesi, árias das Paixões de Bach, o Salve Regina de Händel, o moteto Exultate Jubilate de Mozart, árias do Gloria de Vivaldi e árias do Magnificat de Bach
No âmbito nacional, convidada por Teatros, Auditórios, Museus, Dioceses, Câmaras, Governos Civis, pelo Ministério da Cultura e por entidades de promoção cultural, tem vindo a participar em Festivais de Música, tais como o Festival de Música Antiga (Loulé), o Festival de Outono de Rio Maior, o Festival de Música de Guimarães, o Projecto Sons da Fronteira (Minho) e o Festival Colombo (Madeira), e a dar concertos em Teatros, Igrejas e Auditórios em mais de 60 concelhos por Portugal Continental e Ilhas. As suas interpretações são sempre acaloradas pela assistência, nomeadamente as suas interpretações de música religiosa, que lhe valeram o título da “voz que faz chorar”.
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