Maria José Ribeiro de Carvalho, soprano, professora de Canto, desde 1986, no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian (Braga), tem vindo a desenvolver um repertório específico com vista à difusão da música litúrgica e à interpretação de ópera. Tendo iniciado os seus estudos de canto com a Professora Manuela Bigail, prosseguiu-os no Conservatório de Gaia na classe da Professora Fernanda Correia. Em 1994, concluiu o bacharelato em Canto na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo (Porto), na classe do Professor Oliveira Lopes e em 1999, concluiu o curso de Licenciatura em Canto, na mesma escola e com o mesmo docente. Prosseguiu, durante muitos anos, os seus estudos de interpretação e aperfeiçoamento vocal com a Professora Maria Cristina de Castro.

Em 1987, participou no Concurso Internacional de Canto Francisco de Andrade e, em 1988, esteve presente nas finais do Concurso da Juventude Musical Portuguesa. Mais

 
   

tarde, em 1996, fez ouvir a sua voz no VIII Concurso Internacional de Músicos Cegos (República Checa), no XVIII Festival Internacional da Póvoa do Varzim e teve uma participação considerável no Fórum Cultural de Músicos Cegos em Estocolmo, na altura capital europeia da cultura.

Desenvolveu os seus estudos de interpretação, de repertório e de performance em Master-Classes levadas a cabo por prestigiados professores de currículo internacional, nomeadamente por Paul von Schilawsky, Lorraine Nubar, Dalton Baldwin, Peter Harrison, Aida Monastério e Liliana Bizineche. No âmbito nacional, trabalhou com os professores João Paulo Santos, Oliveira Lopes e Rui Taveira e com reconhecidos pianistas como Helena Sá e Costa, Fernando Jorge de Azevedo, Jaime Mota e Radumira Schlegrová.

No âmbito concertista, tem interpretado árias e cenas de diversas personagens da Ópera Romântica, tais como Tosca (Tosca, Puccini), Mimi (La Bohème, Puccini), Julieta (I Capuletti e Montecchi, Bellini), Aida (Aida, Verdi), Rusalka (Rusalka, Dvorak), Margarida (Mefistofele, Boito). No âmbito da Ópera Barroca e Clássica, tem apresentado diversos papéis em árias e cenas, tais como a Condessa (As Bodas de Fígaro, Mozart), Zerlina e Dona Elvira (Don Giovanni, Mozart), Dido (Dido e Eneias, Purcell) e Cleópatra (Júlio César, Händel). Incluem-se, ainda, no seu repertório, ária, canções e motetos de Mozart, Giordani, Caccini, Stradella, Pergolesi, Caldara, o Vocaliso de Rachmaninov, as Canções Populares Gregas de Ravel, Lied de Richard Strauss, etc…
No âmbito da Oratória, cantou já o Stabat Mater de Pergolesi, árias das Paixões de Bach, o Salve Regina de Händel, o moteto Exultate Jubilate de Mozart, árias do Gloria de Vivaldi e árias do Magnificat de Bach

No âmbito nacional, convidada por Teatros, Auditórios, Museus, Dioceses, Câmaras, Governos Civis, pelo Ministério da Cultura e por entidades de promoção cultural, tem vindo a participar em Festivais de Música, tais como o Festival de Música Antiga (Loulé), o Festival de Outono de Rio Maior, o Festival de Música de Guimarães, o Projecto Sons da Fronteira (Minho) e o Festival Colombo (Madeira), e a dar concertos em Teatros, Igrejas e Auditórios em mais de 60 concelhos por Portugal Continental e Ilhas. As suas interpretações são sempre acaloradas pela assistência, nomeadamente as suas interpretações de música religiosa, que lhe valeram o título da “voz que faz chorar”.

 
 
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